João Pessoa, 08 de novembro de 2026
Cotações
USD-- · EUR-- · GBP-- · ARS-- · BTC-- · ETH-- · OURO--
🔴 URGENTE
URGENTE: Seleção Brasileira goleia Argentina por 3x0 no Maracanã e lidera as Eliminatórias | Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em 2 anos | Vacina brasileira contra dengue com 89% de eficácia aprovada pela Anvisa | ENEM 2025: inscrições abertas até 31 de julho | Festival de Cinema Brasileiro bate recorde com 2,3 milhões de espectadores

Com risco de impeachment, STF busca diálogo com novo Senado e avalia flexibilizar emendas

Com risco de impeachment, STF busca diálogo com novo Senado e avalia flexibilizar emendas
2 min de leitura · 334 palavras

Para lidar com a nova composição do Senado a partir de 2027, que terá uma bancada do PL ampliada e um grupo expressivo de parlamentares que tende a ser favorável ao impeachment de ministros, o STF (Supremo Tribunal Federal) discute estratégias para reduzir a tensão com o Congresso Nacional.

Entre as medidas em análise estão ampliar a interlocução com senadores considerados de perfil mais moderado dentro dos partidos de direita e recalibrar decisões em temas de interesse do Legislativo, como liberação de emendas, segurança pública, saúde e meio ambiente.

Apesar do aceno de moderação, ministros defendem que o STF não pode recuar na exigência de rastreabilidade. O patamar de transparência conquistado sobre as chamadas “Emendas Pix” e as emendas de comissão é visto como inegociável, pois recuar totalmente significaria revogar decisões consolidadas.

A Corte avalia reduzir decisões liminares que travam o pagamento de emendas e focar apenas em casos de irregularidades graves apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ou CGU (Controladoria-Geral da União).

Além disso, pode flexibilizar as exigências burocráticas impostas sobre os cronogramas de pagamento antes e depois de períodos eleitorais.

Interlocutores esperam contraponto de Fachin
Interlocutores apontam que caberá à gestão do presidente Edson Fachin a condução de um contraponto com o novo Congresso, gerenciando a crise política e preservando a autonomia do Poder Judiciário.

Fontes ouvidas pelo blog ressaltam que defender o impeachment de ministros durante a campanha é diferente de, depois de eleito, votar pelo afastamento deles.

Segundo esses interlocutores, parte dos novos parlamentares tem pendências judiciais e pode precisar manter canais de negociação com o STF.

Apesar disso, há uma percepção interna entre os magistrados de risco real de abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte a partir do início da nova legislatura, em 2027.

Fonte: R7/QUARTA INSTÂNCIA - (Foto: Rosinei Coutinho/STF - 06.10.2026)
Fale conosco