A histórica Praça São Francisco, localizada no Centro Histórico de João Pessoa, sediou neste domingo (30) a realização do “Encontro dos Artistas”, iniciativa que reuniu mais de 30 profissionais e entusiastas das artes visuais em uma tarde voltada à produção artística e à ocupação do espaço público. A ação foi realizada conjuntamente pelo BIA (Beltrão Instituto de Artes) e pelo Ateliê Rafael dos Santtos Padilla, contando com o apoio institucional do Comitê do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba e da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba (Secult-PB).
A programação reuniu desenhistas, pintores, fotógrafos e criadores de diversas linguagens que utilizaram o conjunto arquitetônico colonial como cenário e inspiração para a produção de trabalhos ao ar livre. Durante a atividade, os participantes puderam trocar experiências técnicas e estabelecer conexões artísticas, enquanto o público que transitava pelo local acompanhou de perto as etapas dos processos criativos.
Para o artista plástico e um dos idealizadores da ação, Rafael dos Santtos Padilla, a ocupação reforça o papel do território como espaço de produção e pertencimento:
“Ver a Praça São Francisco ocupada por tantos artistas, cada um com sua linguagem, sua história e sua forma particular de enxergar o mundo, foi profundamente emocionante. A Praça dos Artistas nasceu do desejo de nos encontrarmos, de aproximarmos a arte das pessoas e de mostrarmos que o nosso Centro Histórico é também um lugar vivo de criação. Quando os artistas se reúnem e ocupam os espaços públicos com sensibilidade, transformamos não apenas a paisagem, mas também a maneira como as pessoas se relacionam com a cidade e com o seu patrimônio. Que este encontro seja o primeiro de muitos e que a Praça São Francisco se consolide como um verdadeiro território das artes em João Pessoa.”
A iniciativa também integra um movimento de fortalecimento da atividade cultural no Centro Histórico, incentivando artistas e instituições a ocuparem esses espaços de maneira responsável, criativa e integrada à preservação da memória local. Segundo a organização, a mobilização e o intercâmbio de diferentes gerações na praça abrem caminho para novas edições do evento na capital.