João Pessoa, 09 de setembro de 2026
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Eliza critica mudanças sobre aborto nos EUA e reforça oposição à descriminalização: “Aborto no Brasil não passará”

Eliza critica mudanças sobre aborto nos EUA e reforça oposição à descriminalização: “Aborto no Brasil não passará”
2 min de leitura · 457 palavras

A vereadora Eliza Virgínia (PP), candidata a deputada federal, voltou a se posicionar contra a ampliação do acesso ao aborto e afirmou que pretende levar essa pauta para sua atuação no Congresso Nacional, caso seja eleita.

Em declaração sobre as recentes mudanças na legislação de Massachusetts, nos Estados Unidos, a parlamentar criticou a decisão assinada pela governadora Maura Healey. Em 10 de agosto, Healey sancionou uma nova legislação que alterou as regras para interrupções da gravidez após 24 semanas, permitindo que médicos recorram ao seu julgamento profissional em casos de gravidez com complicações graves ou diagnósticos fetais complexos.

Ao comentar o assunto, Eliza Virgínia fez uma comparação com o cenário brasileiro e manifestou preocupação com o que considera uma possível ampliação gradual da legislação sobre o aborto.

“Nós temos que lutar, porque começa devagarzinho e vão aos poucos normalizando o assassinato de bebês. E aqui no Brasil, se depender de mim, estando lá no Congresso Nacional, eu não irei deixar. Aborto no Brasil não passará”, afirmou.

A vereadora também citou a ADPF 442, que tramita no Supremo Tribunal Federal e discute a possibilidade de descriminalização da interrupção voluntária da gravidez nas primeiras 12 semanas.

Durante sua fala, Eliza também mencionou o Projeto de Lei 820/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta prevê anistia para pessoas acusadas ou condenadas pelos crimes de aborto previstos nos artigos 124 e 126 do Código Penal, alcançando casos ocorridos desde 1940 até eventual publicação da lei. O projeto ainda está em tramitação na Câmara dos Deputados e não está em vigor.

Segundo Eliza Virgínia, propostas como a ADPF 442 e o PL 820/2025 fazem parte de um debate que, na sua avaliação, pode modificar a forma como o aborto é tratado juridicamente no país.

A parlamentar também defendeu o projeto “NÃO ABORTE — DOE!”, apresentado por ela na Câmara de João Pessoa, como uma iniciativa de incentivo à adoção para mulheres que não desejam permanecer com os filhos.

“Aborto não é a única saída”, afirma Eliza, defendendo a adoção como uma alternativa capaz, segundo ela, de preservar a vida e possibilitar que famílias que desejam ter filhos possam acolher uma criança.

Ao projetar sua possível atuação no Congresso Nacional, a candidata afirma que pretende manter uma posição contrária a propostas de ampliação ou descriminalização do aborto.

“Se depender de mim, estando lá no Congresso Nacional, eu não irei deixar”, declarou Eliza Virgínia ao reforçar sua posição sobre o tema.

Portal Farol TV

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